terça-feira, 12 de outubro de 2010

COM O ENSINO DE HISTÓRIA,

A HISTÓRIA É UMA ARMA PARA MUDAR O MUNDO
Você já ouviu alguém perguntar: “Por que é que a gente é obrigado a estudar essa tal de História”? Por que é que eu devo me preocupar com o passado, se a minha vida está cheia de dificuldades no presente.
         Eis a resposta:
         A História estuda como é que a humanidade constrói a si própria no tempo.
         “O pedreiro olha para o muro e não gosta. Como ele faz paredes, é obvio que ele é capaz de fazer outro muro, certo”?
            “Um escritor, quando escreve um livro, ele apaga muitas passagens e escreve de novo. Já pensou se ele achasse que nada vai mudar”?
            Quem produz, pode produzir de novo e melhor.
            A sociedade existe porque ela é o resultado do trabalho e da cooperação de milhões de seres humanos. Então, nós, que criamos e produzimos, que fazemos a comida e as roupas, que botamos as máquinas para funcionar, que elaboramos a ciências e a arte, a moral e a técnica, os objetos materiais, as idéias e as instituições, nós não poderemos construir uma nova sociedade?
            A ciência da História tem uma enorme força material. Nossas ações dependem muito do que ela nos proporciona. Ela nos faz agir conscientemente.
            Depois disso tudo, se você ainda acha que História é uma tolice inútil e irreal, pense nisto: de 1964 a 1985, o Brasil esteve submetido a uma terrível ditadura militar. Período negro de censura, prisões, repressão. Pois bem. Naqueles tempos, um dos grupos mais perseguidos foi justamente o dos historiadores! Muitos foram presos, torturados e assassinados pela ditadura!
            Ora, se os historiadores só falassem do passado morto, se eles nada tivessem a dizer sobre o presente, eles teriam ameaçado tanto assim o regime militar? Se a História não tem nada a ver com o presente, nem com a vida das pessoas, ela teria sido tão atacada? Se a História é “inútil”, então por que os opressores se apavoram tanto diante dela?
            Finalmente, lembre-se de que você não é obrigado a aceitar tudo o que está escrito no livro. Se você discorda de alguma coisa, ótimo: procure ler outros livros, converse e debata com seus colegas e pense por conta própria.

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